Qual mina da cena faria um Tiny Desk histórico?
A tropa da duq chegou forte no Tiny Desk Brasil, mostrando que entendeu o rolê e que se fortalece na cena a cada passo. A rapper baiana mostrou além de repertório sua autenticidade. E o protagonismo das pretas, com um projeto totalmente feminino.
Duquesa idealizou para a gravação uma banda composta exclusivamente por mulheres. “Eu queria a figura feminina em todos os instrumentos, majoritariamente mulheres negras. Espero que a gente possa inspirar crianças negras e periféricas a terem vontade de aprender um instrumento. Eu fui criada numa família onde a música não era vista como algo que pudesse me dar um futuro. Nossa função aqui é mostrar que a música é uma possibilidade.”
Com a adição de bateria e trompete, instrumentos até então inéditos em seu show, a formação se completa com guitarra, baixo, teclados, DJ e backing vocals. A sintonia musical dialoga com a estética, que traz referências ao movimento Panteras Negras, nas boinas e nos figurinos de couro preto.
No centro, Duquesa assume voz e direção, alternando um acento ora ferino, ora doce, conforme a música pede. “Ouvir minha voz sem efeito foi uma reafirmação pra mim. Ainda tenho muita coisa pra explorar no meu canto.”
E na nossa cena? Quem faria um Tiny Desk histórico?

Uma roupagem intimista e orgânica com banda ao vivo tal como a da Duquesa, precisaria de músicas envolventes, versatilidade, excelente presença de palco, intimidade com a câmera e muito gogó.
A cena nortista tem vários nomes que trariam apresentações históricas nesse formato. Nomes da cena regional como: Anna Suav, Karen Francis, Mc Deeh, Bruna BG e Matemba são destaques.
E aí que rapper paraense tem repertório para um TINY DESK imperdível?
Fonte: Tiny Desk Brasil
Texto: Andreza Dias.

