Point do Graffiti celebra 2 anos com programação em Belém
O Point do Graffiti celebra o 2º aniversário nos dias 13 e 14 de junho, no Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA), localizado na passagem Paulo VI, nº 244, no bairro da Cremação, em Belém. A programação reúne oficinas, roda de conversa, mutirão de graffiti aberto ao público, feira criativa e batalhas de rima.

Criado a partir da articulação de artistas da cena local, o projeto nasceu da necessidade de construir um espaço dedicado exclusivamente ao graffiti dentro da cultura hip-hop em Belém. A iniciativa surgiu após anos em que grafiteiros não encontravam um encontro voltado especificamente para essa vertente da cultura.
Desde junho de 2024, o Point do Graffiti ocorre mensalmente na praça Dorothy Stang. O encontro reúne artistas convidados para live paint (graffiti ao vivo), além de promover trocas de experiências, fortalecimento de redes e celebração da cultura de rua.
Point do Graffiti fortalece a cena urbana em Belém

Com o fortalecimento do grupo, os artistas Kazes, Rapha e PTCK passaram a organizar o projeto, que se consolidou como um ponto de encontro para grafiteiros e admiradores. Embora Kazes esteja à frente da organização, a iniciativa é construída de forma coletiva por grafiteiros e colaboradores que atuam pela valorização da cena local.
O projeto é 100% independente e foi criado por e para a cena do graffiti. Para Kazes, o espaço tem papel importante tanto para quem já tem trajetória no graffiti quanto para quem começa a se aproximar da cultura.
“O que me marca é ver que o Point do Graffiti é um espaço tanto para a nova quanto para a velha escola do graffiti, mas também para os ‘curiosos’ que querem se aproximar desse meio, conhecer mais e até fazer parte”, afirma.
Segundo Kazes, mais de 20 artistas já participaram das ações de live paint promovidas pelo projeto. “Cada artista que já participou do live paint (graffiti ao vivo) — e já foram mais de 20 — tem sua particularidade, sua originalidade. Por isso, sempre há pessoas ao redor que se identificam com cada traço, estilo e forma de expressão”, diz.

Graffiti na periferia de Belém
Mais do que uma comemoração, o 2º aniversário do Point do Graffiti reafirma o compromisso do projeto com a democratização da arte urbana, a formação de novos artistas e o fortalecimento da cultura hip-hop na Amazônia.
“Estar realizando um evento como esse na periferia de Belém do Pará, no berço de tudo, no lugar onde nasceram tantas expressões da arte urbana e periférica, tem um significado muito forte para nós. Poder alcançar essa comunidade, trocar experiências, incentivar novos artistas e fortalecer quem já faz parte dessa cultura é algo extremamente gratificante”, afirma Kazes.
A artista também destaca que o Point do Graffiti tem funcionado como um espaço de acolhimento e retomada para pessoas que estavam afastadas da prática artística. “Esse também é um espaço de reencontro. Gente que estava afastada do graffiti acaba retornando, sendo acolhida novamente e voltando às ruas para pintar graças ao Point do Graffiti”, afirma.

Para ela, a aproximação de diferentes gerações com o graffiti mostra a importância social do projeto.
“Ver crianças, jovens e adultos se aproximando da arte, se identificando com o graffiti e entendendo que ele também é uma ferramenta de transformação social nos mostra que estamos no caminho certo. Mais do que pintar muros, estamos construindo conexões, fortalecendo a cultura da periferia e valorizando as nossas raízes”, completa.
A Programação
A programação especial do 2º aniversário será realizada em parceria com o CEDENPA e conta com apoio de Tinta Preta Produções, Tag Studio, Khan Produção e Coletivo Cabanarte.
Para Kazes, a parceria com o CEDENPA reforça a proposta de aproximar o graffiti da comunidade.
“É uma troca de conhecimento. E, desta vez, achamos muito importante fortalecer esse envolvimento com a comunidade por meio da parceria com o CEDENPA, realizando oficinas como forma de agradecimento às ruas e de levar conhecimento através da nossa arte”, destaca.
No dia 13 de junho, a programação terá oficina de graffiti, oficina de rima e roda de conversa. Já no dia 14, o público poderá participar de um mutirão de graffiti aberto, além de acompanhar a Batalha de Bomb e a Batalha de Tag.
Dia 13 de junho (sábado)
- Oficina de Graffiti;
- Oficina de Rima;
- Roda de Conversa.
Dia 14 de junho (domingo)
- Mutirão de Graffiti aberto ao público;
- Batalha de Bomb;
- Batalha de Tag.

